Houve um tempo em que estudar era preciso para o desenvolvimento de uma nação. A -era da industrialização permitia a quem tinha possibilidades (refiro-me a questões monetárias e não intelectuais) estudar para se formar. Havia necessidade de engenheiros, enfermeiros, cientistas e investigadores nas diversas áreas cientificas, isto porque as empresas não possuíam mão de obra técnica. Esta necessidade fez com que a Escola se torna-se a longo prazo pública, visto que os abastados escasseavam e esta foi a opção mais razoável para encontrar talentos para os postos de trabalho em falta. O grande problema desta opção, é que tudo tinha que ser feito à pressa (time is money) e isto provoca um efeito devastador na industria. Por exemplo: Portugal precisa de médicos; então vamos formar médicos com fartura, e assim por adiante, quem diz médicos, diz enfermeiros, advogados, engenheiros, etc etc... Na época da industrialização tudo era permitido para ensinar. Não era necessário ter as exigências académicas que hoje temos que ter para ensinar, ou seja, não havia tradição académica. O grande mal dos tempos actuais, é que continuamos, como se em fornalha se trata-se, a formar profissões, o sistema é o mesmo desde o inicio da república. Formamos profissionais (alguns duvidosos) em vez de formarmos pessoas com personalidade e carácter. Os modelos de ensino devem ser revistos para fomentar o espírito criativo individual, onde isto permitirá ter acesso livre ao conhecimento e não a um sistema redutivo e mecanicista onde o objectivo final de uma formação académica é ter um emprego pelo qual não favorece em nada a liberdade humana. Em suma: Que utilidade tem um desempregado para uma nação? Como se sente um desempregado? Porque é que está desempregado? Se uma pessoa é formada para fazer uma coisa que já não existe, então porque continua o estado a incentivar? Não me é estranho ver jovens licenciados no desemprego, a culpa não é deles, a culpa é de quem continua a iludir todo este "sistema". O papel da educação está para Portugal como a liberdade na Coreia do Norte.
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